Decreto assegura cuidado como trabalho essencial

Mulheres negras dedicam mais tempo a tarefas domésticas, aponta pesquisa

Um estudo recente revelou que as mulheres pretas ou pardas dedicaram, em média, 1,6 hora a mais por semana a tarefas domésticas do que as mulheres brancas. Essa discrepância evidencia as desigualdades raciais e de gênero presentes na divisão do trabalho no Brasil.

A pesquisa também apontou que a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho foi de 53,3%, enquanto a dos homens foi de 73,2%. Esses dados refletem a persistência de barreiras que impedem as mulheres de acessarem oportunidades de emprego e de ascenderem profissionalmente.

Entre as adolescentes que não concluíram o ensino médio no país, um terço deixou de estudar ou nunca estudou devido à sua responsabilidade de cuidar da casa, dos filhos e filhas, e de outros parentes. Esse número é 66% superior para as jovens negras em comparação com as brancas, demonstrando a sobrecarga de trabalho e responsabilidades enfrentadas por mulheres negras desde cedo.

Em 2022, mais de 80% das mães de crianças de 0 a 3 anos estavam fora do mercado de trabalho. Muitas delas não conseguiram sequer buscar um emprego ou não puderam aceitar um, se oferecido, devido às demandas familiares e às dificuldades de conciliar trabalho remunerado e cuidados domésticos.

Essas questões foram debatidas e celebradas durante a programação do 18º Festival Latinidades, realizado no Distrito Federal até o dia 31 de julho. O evento trouxe à tona a importância de garantir condições de trabalho dignas para mulheres jovens negras, promovendo a igualdade de oportunidades e o empoderamento feminino.

Fonte: Agência Brasil

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